Quinta-feira
19h:30 às 22h:00
Quadra 03 AE 02 Sobradinho-DF
 
Testemunho de Manuela Cabral Eirado
Testemunho: Manuela Cabral Eirado, serva do Grupo de Orao So Vicente
Nasci, graas a Deus, numa famlia muito amorosa, trabalhadora e honesta. Sou a 1 de trs filhos. Como em muitos lares brasileiros, fui criada em meio ao sincretismo da F catlica com a doutrina do espiritismo. Minha me catlica, meu pai, esprita kardecista, ambos sempre atuantes em sua religio. Passei a minha infncia pendendo para um lado e outro, participando dessas duas realidades. Sempre estudei em colgios catlicos, fiz a catequese, 1 Comunho, embora frequentasse reunies espritas ocasionalmente. No faltou em nossas infncias (minha e dos meus irmos) as novenas, as barraquinhas, visitas a asilos e orfanatos, etc. E por iniciativa do meu pai (em obedincia a seu pai, meu av), toda quarta-feira, pontualmente s 21hs, nos sentvamos mesa, nos reconcilivamos de possveis perrengues, lamos a Bblia e orvamos.
Na adolescncia, embora ainda estudando num colgio salesiano, me decidi por no fazer a Crisma, pois entendia que se a fizesse, estaria confirmando minha adeso pela Igreja Catlica, coisa que no queria na poca. Mesmo sendo muito jovem, me arvorava em opinies imaturas e sem fundamentos sobre a Igreja, tudo fruto de uma personalidade forte (ainda que em formao), mas superficial, mergulhada em desconhecimento, prpria dos adolescentes. Ao invs da Crisma, enveredei pelo espiritismo, estudando seus escritos, participando de suas prticas, tentando promover a caridade ao modo deles, ao lado de meu pai.
Mesmo tendo optado conscientemente por no ser catlica, frequentemente ia s Missas com minha me, pois me apegava s palavras de Jesus que afirmava: Fazei isto em memria de mim. Achava que Jesus merecia minha considerao nesse quesito e, mesmo sem ter a noo completa do grande milagre que a Eucaristia, percebia que s na Igreja Catlica se cumpria o que Jesus pedia nessa sentena. Assim, hoje vejo que a Santa Eucaristia sempre foi aquele elo espiritual que nunca se rompeu e que ligava sempre minha alma batizada Santa Igreja de Cristo.
Recordo-me que nesse perodo sentia-me frequentemente muito sozinha, sem amigos verdadeiros (meus nicos amigos eram os livros), passava dias e dias trancada no quarto com perguntas existenciais rodando pela minha cabea. Questionava-me se a vida era mesmo apenas aquilo: estudar por cerca de 20 anos, casar, trabalhar, conseguir bens para depois morrer? E depois de morrer, o que viria? Eu reencarnaria? Iria para o purgatrio, para o cu, ou (Ave Maria!) para o inferno? Sentia um profundo vazio com essas ideias. No tinha um relacionamento com Deus. Acreditava que Ele existia e que poderia nos proteger se merecssemos. Tinha medo de possveis castigos e no queria que Ele se intrometesse muito em minha vida.
Entenda bem, apesar do que descrevi acima, eu sempre me considerei uma pessoa feliz, com uma famlia que eu amava e que me amava, nunca nada me faltou, e eu sempre procurei ser uma pessoa de bem, obedecer e respeitar meus pais, professores, cumprir com minhas obrigaes e tudo o mais. Obviamente no era perfeita, nem sempre acertava e algumas vezes me sentia triste, mas no geral, no tinha por que reclamar de nada. Mas eu queria mais e sentia que a vida poderia ser mais.
Foi ento que eu participei, aos 16 anos, do Encontro do Grupo Jovem da minha comunidade, o V Imago Dei, mais por insistncia das minhas colegas da escola. Fui com a maior m vontade do mundo e creio mesmo que foi o Esprito que me conduziu, ou melhor, foi me empurrando ladeira acima! Nessa ocasio, sinto que fui, pela primeira vez, apresentada ao Senhor Jesus. Ainda de maneira formal, tive esse 1 encontro com Ele, algo mais ou menos como um aperto de mo. Foi uma porta que se abriu para que eu pegasse o retorno do caminho que estava trilhando e iniciasse uma nova rota, agora na Igreja e de uma maneira nova. E foi por essa porta que eu trouxe de volta para uma maior vivncia eclesial minha me, novamente, e meus dois irmos, Marcos e Mrcio, mais conhecidos como os Manolos. 
Continuei em cima do muro por algum tempo, dentro da Igreja e dentro do centro esprita, mas gradualmente, com as reunies do Grupo, as formaes, os encontros, fui conhecendo o que era verdadeiramente a Igreja Catlica. No era nada do que eu imaginava do alto da minha arrogante ignorncia juvenil. Ainda assim, muitas dvidas brotavam em mim sobre Bblia, doutrina, dogmas e posicionamentos da Igreja Catlica. Foi ento que, atravs de um Congresso de Jovens organizado pela RCC e Comunidade Cano Nova na minha cidade (Sobradinho-DF) em 1998, Ano do Esprito Santo, que tive, de fato, um encontro PESSOAL com Aquele para qual eu j trabalhava, mas que ainda no tinha permitido que adentrasse meu corao: Jesus. Depois disso, de fato, TUDO mudou, e eu nunca mais fui a mesma pessoa. Progressivamente fui percebendo que o caminho que Deus queria para mim estava na Igreja Catlica e no em outras experincias e doutrinas. No comeo aconteceram alguns embates com meu pai, mas aos poucos fomos aprendendo a aceitar e respeitar a opo de cada um.
Passei a participar do Grupo de Orao So Vicente e, nesse contexto, dentro da Renovao Carismtica Catlica, tive um contato mais ntimo com a Bblia, entendi de fato o que a Santa Eucaristia (ou melhor, QUEM ), aprofundei meu amor por Maria e a minha vida de orao se transformou completamente, tanto a pessoal quanto a comunitria, especialmente pela participao nos Sacramentos. Fiz a experincia de ser curada emocional e espiritualmente de tantas experincias que vivi. Gradualmente, vi o Senhor me usando como um instrumento para a realizao de seus desgnios, atravs do conhecimento da Doutrina da Igreja e do discernimento e uso dos carismas. Foi crescendo em mim um comprometimento muito grande com Jesus, com o anncio de Seu Reino atravs de Sua Santa Igreja e todas aquelas dvidas da juventude foram sendo respondidas uma a uma, atravs dos estudos que a prpria RCC promovia de vrias formas.
Foi dentro da Igreja, atravs da minha Comunidade So Vicente (no Grupo Imago Dei, no Grupo de Orao So Vicente e, posteriormente, como Ministra da Eucaristia), que adquiri os melhores amigos que poderia ter, verdadeiramente uma famlia, e posso afirmar sem demagogia: nunca mais senti falta de amigos verdadeiros. Na So Vicente formei minha famlia. Casei-me com um grande amigo de misso, meu marido Juliano, e tenho a plena convico que nossa unio ultrapassa o estado civil: casados e vai muito alm, pois assumimos nosso casamento como Vocao e tudo o que esse termo significa. Tivemos 6 filhos, dois deles j na Glria de Deus e os outros quatro aqui conosco, nos santificando sempre mais e nos dando a dimenso do que servio por amor. Em nenhum momento dessa trajetria sentimos a ausncia ou omisso de Deus em nenhum segundo sequer da nossa histria.
Para finalizar, preciso dizer que, para cada pargrafo desses acima, eu teria pelo menos, no mnimo, mais uns 3 ou 4 testemunhos da presena ou ao de Deus em minha vida, de maneira direta ou por meio dos irmos! So muitas bnos e graas e, de fato, seria preciso uma coletnea inteira de livros para mencionar um a um. Como se pode perceber, a minha histria no , por assim dizer, de grande superao ou dores, tragdias, etc, onde o Senhor tenha que ter feito alguma ao extraordinariamente miraculosa... Eu tambm nunca fui to perdida nas trevas, no pecado, para que Deus tivesse que me resgatar de forma dramtica, por muito sofrimento e dor! No. Eu sempre fui uma pessoa, entre aspas: boa, que procurava fazer a coisa certa da melhor maneira possvel. Minha histria simples, mas com certeza, Deus agiu nela e a transformou! E, se me permitem dizer, creio que tudo isso s o comeo, e que muito mais ainda est por vir! ;)

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