Grupo de Oração São Vicente.

Seja bem vindo ao blog do Grupo de Oração São Vicente. O grupo de oração da Renovação carismática em Brasília DF.

O LIXO DEVE SER POSTO PARA FORA

abril 14th, 2014

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Nosso coração (alma) pode ser comparado à nossa casa em muitos aspectos, mas a analogia da “faxina” me parece bastante salutar:
Como nossa casa, nosso interior precisa ser “limpo” constantemente, como que numa faxina interna: mágoas, ressentimentos, lembranças ruins, ódios, invejas, orgulho, etc. Essas coisas são “lixos da alma” que precisam ser retirados ou mesmo reciclados.

Este lixo (semelhante ao nosso lar), não vai embora “sozinho”, precisa SER COLOCADO para fora e nunca retomado de volta, e este processo demanda disposição, boa vontade, esforço…

Em meio ao lixo, por vezes, achamos algo que sirva para reciclagem, então precisamos separar e organizar. Em nossa alma Deus nos ajuda a transformar situações aparentemente negativas num bem maior (adubo para a alma), nos tornando mais bondosos e humildes…

Quanto mais guardamos esses “lixos da alma”, e não nos desvencilhamos dele, mais eles correm o risco de apodrecer dentro de nós, como apodreceriam em nossa casa, deixando-a inabitável. Em nosso interior transformam- se em amarguras e doenças de diversas naturezas. Tudo se volta contra nós mesmos…

Neste tempo pascal, elevemos nosso coração a Deus e peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a realizar essa “faxina” espiritual, tão essencial ao nosso bem e daqueles que amamos.

Que Ele nos dê a sabedoria necessária para distinguir o que pode ser reciclado (transformado em amor) e o que deve ser banido do nosso interior.

Por Luciana Carvalho Farias do Nascimento, serva do Grupo de Oração São Vicente

Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condená-lo

abril 14th, 2014

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“Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem crer não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no Nome do Filho único de Deus” Jo3 – 17-18

Não devemos, não precisamos (e nem podemos) nos dar ao trabalho de julgar ou condenar ninguém… Cada qual é responsável por sua própria condenação ou salvação diante de Deus. Se O aceita ou não… Se vive de acordo com a fé ou não…

O que realmente precisamos (urgentemente) é trabalhar em nossa construção interior… como diríamos numa reforma: no acabamento que daremos a nós mesmos.

“O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará.” I Pe 5,10.

Por meio da fé em Jesus, trabalhemos em nossa restauração dia a dia. Deixemos o Senhor nos aperfeiçoar. Cultivemos virtudes que O agradam, como a humildade, por exemplo.

Um coração humilde toca o coração do Senhor, é uma grande evolução da alma e um enorme passo para conhecermos a Deus.

“Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos.” Fil 2,3

O humilde não procura julgar o próximo, mas ao contrário, busca as melhores qualidades nos outros. Procura ver o que há de bom em cada irmão. Supera as fragilidades das outras pessoas, pois sabe das suas próprias fraquezas. Age com misericórdia, pois se vê necessitado dela também.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!” Mat 5,7.

Abandonemos todo o orgulho que nos afasta da vontade de Deus e peçamos a Ele um coração generoso, amoroso, misericordioso e humilde, com o qual possamos agradá-lo, amando e perdoando nossos irmãos.

 Pois esta é a mensagem que tendes ouvido desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.” I Jo 3,11.

Por Luciana Carvalho Faria do Nascimento, serva do Grupo de Oração São Vicente

A marca do rebanho

fevereiro 13th, 2014

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Queridos, estou convencido que cada vez mais os dias atuais expõem claramente e não mais disfarçadamente como outrora os filhos da luz, os filhos das trevas e aqueles que ainda não se decidiram a que pastor obedecer e servir. As ovelhas de todos esses rebanhos estão destacadas, não mais escondidas.

Os filhos da luz possuem uma marca, um símbolo feito no espírito, produzida pelo seu pastor, que distingue a que rebanho esta ovelha pertence. Alguns filhos das trevas ainda não receberam este símbolo, ou o renegaram e encontram-se vagando pelo pasto sem rumo, sem direção, sem sentido. Sentem fome, mas nem todo o alimento acessível é capaz de saciá-lo. Sentem sede, mas nem toda água disponível é capaz de satisfazê-lo.

Há ainda ovelhas que receberam a marca, mas seguiram por caminhos onde não era possível restituí-la e com o tempo ela se esvaiu ou está muito fraca, quase se apagando, e essas se mostram como a grande maioria no rebanho. Hora caminham entre os filhos da luz, hora caminham com os filhos das trevas. Elas estão confusas, ao verem a símbolo que possuem no espírito desejam reforçá-lo, mas a opção de não ter marca e não ser reconhecido, denunciado ou julgado, difamado e às vezes até ridicularizado não a deixam tomar uma posição definitiva.

Querido, se você se reconhece entre as ovelhas que não possuem essa marca ou que a marca está se apagando entenda, sozinho você não vai a lugar algum. Nem todo conhecimento, nem toda malícia ou perspicácia, nem todo esforço que você venha empreender será capaz de impedir que um dia você pereça.

Uma ovelha não poderá sobreviver por muito tempo sem o seu pastor. Ela foi criada para segui-lo e nada poderá mudar esse fundamento.

Jesus Cristo nos foi dado como pastor e não poderia haver outro melhor, mais compreensível, mais amável, mais sábio, mais paciente, mais inteligente, mais decidido, mais obediente. Não há exemplo melhor a seguir. Quanto maior o esforço para desmerecê-lo mais forte ele se torna, porque o seu exemplo convence, cativa, incomoda.

Não tenha medo de se decidir, não tenha medo de experimentar, não tenha medo de se expor. Vai valer a pena eu lhe garanto. Tudo bem, minha palavra pode ser modesta demais para convencê-lo, então busque mais, conheça mais, ouça a outros que experimentaram e que vivem a realização de fazerem parte do rebanho de Jesus.

Não sabe por onde começar? Comece indo à missa no próximo domingo, ou nem espere domingo, vá hoje mesmo. Aproveite e dê uma passadinha no Grupo de Oração São Vicente que acontece todas às quintas-feiras a partir das 19:30h.

Você não vai se arrepender.

Paz e bem!

Rodrigo Ribeiro, casado, pai de duas filhas e administrador do site grupodeoracaosaovicente.com.br

Cuidemos uns dos outros

janeiro 28th, 2014

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       Não se meta na minha vida que a vida é minha e ninguém tem nada com isso, cuida da sua vida que eu cuido da minha.

 Ops! Não é por aí. Não é bem assim que vamos resolver nossos problemas e muito menos alcançar a nossa felicidade, pois nenhuma pessoa ou criatura conseguiria viver sozinha, isolada, sem ninguém por ela.

Somos todos dependentes uns dos outros. Antes de sermos concebidos no seio de nossas mães Deus já cuidava e cuida de nós colocando nossos pais com os primeiros responsáveis para conosco tendo todo o cuidado: amando-nos, ensinando-nos e formando-nos, não deixando que nada falte em nossas vidas, Todo pai e mãe têm o direito e o dever de saber como estão os filhos, por onde anda seus desafios e conquistas na vida e da mesma forma os filhos terem o amor e o cuidado para com os pais. E à medida que vamos crescendo em graça e sabedoria Deus vai colocando pessoas em nossas vidas. Os irmãos, toda a família, os professores e logo já vem os primeiros amigos sem contar às pessoas que contribuem de alguma forma para o nosso bem. O que seria de nós se não existissem os professores, os agricultores, os médicos e tantos outros profissionais, cada um com seu dom contribuindo para que o nosso mundo seja melhor.

Então! Temos sim o dever de cuidar da sua vida. Todos nós somos responsáveis uns pelos outros, não podemos ser omissos quando vemos pessoas passando por tribulações, dificuldades e na maioria das vezes ao nosso lado e a gente não se importa, fechamos nossos olhos para o sofrimento do outro, nem ousamos aproximar e dizer como você está? Posso ajudar-te? Há uma música do cantor Valmir Alencar que expressa muito bem o que Deus pede a cada um de Nós “Onde está o teu irmão?

Eis alguns trechos:

Onde estará aquele que eu concebi?
Confiei aos cuidados teus e agora não está aqui?
Onde andarás o que um dia se descuidou?
Acaso os erros que cometeu são maiores que os teus?…

Como estará aquele que adoeceu?
Quando a enfermidade chegou, teu compromisso acabou?
Como andarás o que era de tua casa?…

Percebo o quanto nos falta pelo menos uma palavra de encorajamento, de irmos ao encontro daqueles amigos ou até mesmo a pessoas da família que há tempos não encontra e assim vamos perdendo o afeto uns pelos outros e o nosso coração vai se endurecendo, se fechando, ficando frio, aos poucos nos leva até a uma depressão.

É hora de revermos este conceito de que ninguém tem a ver com a vida do outro. Só porque alguém falhou, virou as costas pra você, te decepcionou pensas que todos agem da mesma forma. Pois não é bem assim. Como diz o ditado: “Enquanto uma porta se fecha outras dez se abrem” Problemas, todos nós temos e Deus coloca pessoas na nossa vida para enfrentarmos juntos e vencê-los. Essa estória de que “Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” não pode estar certo, pois, muitas vezes temos que meter a colher sim! Mas não é com mais brigas e sim com diálogo, que não seja um diálogo superficial, mas ir mais profundo, lá na raiz dos problemas o que é que tem causado os conflitos em família. Quero até compartilhar uma pregação do nosso saudoso padre Léo “Jesus está disfarçado em sua casa” www.youtube.com/watch?v=Gf6bJ5YUiKY

Sabemos que os filhos são o reflexo dos pais, o que eles vêm aprendem. “Onde há amor reina o Amor”.

Na realidade, a fraternidade é uma dimensão essencial do homem, sendo ele um ser relacional. A consciência viva desta dimensão relacional leva-nos a ver e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro irmão; sem tal consciência, torna-se impossível a construção duma sociedade justa, duma paz firme e duradoura. E convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças sobretudo às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor. Mensagem do Santo Padre Francisco para a celebração do XLVII Dia Mundial da Paz em 1º de janeiro de 2014.

Por Gilmar Batista Naves, servo do Grupo de Oração São Vicente

Liderança é serviço, sob o comando de Jesus

janeiro 9th, 2014

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Naquele tempo, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. Despede o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. Mas Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. Depois Jesus pegou os cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. Todos comeram, ficaram satisfeitos, e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens. (Mc 6,34-44)

A você que está numa posição de liderança na Igreja, coordena alguma pastoral ou grupo, te convido a se imaginar na cena. Além do fato óbvio da realização de uma milagre por parte de Jesus (e imaginem sim os milagres de Cristo sendo possíveis e reais durante sua coordenação), percebam também duas coisas:

1º – A “organização”. Para Jesus fazer seu milagre, que é algo que Ele poderia facilmente fazer aparecer na mão de cada pessoa um “rango”, como uma espécie de mágica, ele usou de seus discípulos para “coordenar” (olha nós ai!) e organizar. Dividiu em grupos de 100, grupos de 50, etc, etc, etc.

2º – A “autoridade” que Jesus passou para cada um dos discípulos (olha nós ai “travez”!). Será que quando eles chegavam no povo e falavam: “Você é desse grupo de 100!” ou “Já você é desse outro grupo de 50…” e saíram dividindo, será que o povo ficou de “mimimi”? Por exemplo:”Ah não! Eu quero ser daquele grupo ali de 50, que é mais legal.”??? E se o povo ficou de “mimimi”, reclamando, questionando, com que sabedoria e autoridade os discípulos se fizeram valer para que o milagre de Deus não ficasse esperando e pudesse ser realizado? E notem, o milagre de Deus, nesse e em todos os casos, era para alimentar e salvar da morte!

Reflitam, líderes, coordenadores! Imaginem isso nas situações que aconteceram no passado: onde a maioria de nós estávamos? No papel ou de povo reclamão e melindroso, ou de povo obediente pronto para receber o milagre de Cristo? Imaginem também você sendo o discípulo, na situação que você vive hoje em seu serviço na Igreja, tentando organizar o povo em seus grupos, em suas atividades, e buscando com autoridade e CARIDADE, fazer com que todos estejam prontos para receber o milagre.

Nessa passagem fica claro o desfecho da história: Jesus fez seu milagre e todos comeram. Mas se voltarmos nossos olhos pra situação dos discípulos (nós, pela 3ª vez!): a primeira ideia foi mandar Jesus fazer do jeito deles. Mandar o povo ir se virar pra comer. Mas Jesus devolveu a ordem e mandou que os discípulos dessem eles mesmos o que comer para o povo. Ou seja: “Vocês são responsáveis por eles. Cuidem vocês, do meu povo.” Depois de escutar a Deus, e revestidos da autoridade de quem recebeu uma ordem do próprio Cristo, organizaram o povo e deram eles mesmos de comer para o povo. Jesus “apenas” fez o milagre. Os discípulos cuidaram de quem lhes foi confiado. Que possamos sempre ouvir a Deus (estando na liderança, na coordenação ou não), cuidar de quem nos foi confiado com organização e autoridade, para que todos recebam o milagre!

Márcio Luiz Cabral Alexandre de Morais, coordenador do Grupo Jovem Imago Dei da Comunidade São Vicente e pai da Lia.

 

Treinamento do perdão

novembro 20th, 2013

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Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? (Mateus 18, 21)

Na mesma quantidade de vezes que Deus nos perdoa nossas imperfeições, deslizes e fraquezas, devemos perdoar as pessoas que Ele colocou na nossa vida. Simples assim. É fácil? Obviamente não. Como é difícil passar o dia inteiro perdoando um filho que só apronta, a semana inteira perdoando a agressividade das pessoas no trânsito, o mês inteiro perdoando o patrão exigente, o ano inteiro perdoando os alunos bagunceiros, a vida toda perdoando uma esposa “reclamona”!…

Precisamos aproveitar pequenos desentendimentos e irritações cotidianas como um treinamento de perdão pois virão ocasiões que teremos que liberar grandes perdões e aí, como faremos? Se não conseguimos perdoar o pouco, como perdoaremos o muito? E Deus espera isso de nós, já que Ele vive nos perdoando nossos “poucos” diariamente, e aqueles “muitos” com os quais já o ofendemos e entristecemos tanto em certas ocasiões em nossas vidas.

Não devemos superestimar os desgostos que temos na convivência com os outros, mas sim perceber que, quando somos contrariados em nossas opiniões e vontades, quando nos sentimos desrespeitados ou mesmo feridos, é uma ocasião que Deus nos dá para nos superarmos em paciência e caridade, uma ocasião para sermos “superiores”! Não superiores no sentido de “estar por cima da carne seca”, muito pelo contrário. No Reino de Jesus estar por cima, muitas vezes significa estar por baixo: “Os humilhados serão exaltados” (Lucas 18, 14).

Esforcemo-nos para perdoar diariamente, de coração, sem guardar rancor, sem achar que que somos bons demais para sermos ofendidos, que é algum crime hediondo discordar da nossa sublime opinião, que é inadmissível que as coisas não aconteçam estritamente segundo nossos planos e vontades! Esforcemo-nos para nos auto-conhecer com humildade e verdade e assim, nos conscientizarmos que nós não somos “essa coca-cola toda”, nem somos assim “uma Brastemp”, que definitivamente não somos “o último biscoito do pacote”! Somos todos feitos da mesma farofa! Somos tão imperfeitos quantos os outros! Também precisamos da paciência dos outros, também magoamos, também falhamos… Também estamos na dependência do perdão do próximo e de Deus!

Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, Deus aí está fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade. (João 1, 8-9)

Amemos e perdoemos, simplesmente por que precisamos ser amados e perdoados. Encaremos o perdão como um treinamento intensivo de amor! Permitamos que o Senhor seja esse personal “perdoador” para nós: ouçamos suas súplicas em nossos corações nos incentivando a compreender, a relevar, a esquecer, a “deixar quieto”… Que o sopro do Seu Espírito nos fortaleça a aguentar firme o tranco dos irmãos quando eles não estiverem no seu melhor… Que o exemplo de Maria nos inspire seu sábio silêncio, a viver as injustiças na paz da presença de Deus, a guardar os acontecimentos no coração meditando-os, sem raiva, mas com amor…

Exercitemos o perdão como quem vai para a academia: várias vezes, várias séries, sempre aumentando a velocidade, a intensidade, a carga, para então com o tempo, podermos ver os resultados dos nossos esforços em nosso caráter, em nossa personalidade! Todo treinamento visa a melhora, a superação, o ir além. O Catecismo da Igreja Católica (§2843) considera que o perdão é o amor que ama até o extremo do amor! Não se trata de simplesmente aceitar tudo sem diálogo, sem correção fraterna, mas em encarar tudo com mais amor e menos razão! Não se trata também de engolir sapo mas ficar remoendo por dentro, mas em mudar a ferida em compaixão e purificar a memória, transformando a ofensa em intercessão” (CIC, §2843). Isso só vira realidade se ‘treinarmos’, se exercitarmos, se fizermos na prática, 70 vezes 7 vezes…

E quando ficar difícil, quando os pequenos perdões se tornarem grandes perdões que a vida nos exigir, nunca nos esqueçamos que esta não é uma atitude que precisamos realizar sozinhos! Clamemos a graça e a ajuda de Deus SEMPRE, na oração!

“Ajuda-me a amar e perdoar, Senhor, na mesma medida da minha própria necessidade de ser amada e perdoada! Ajuda-me a me conhecer para que eu não me ache a dona da razão, para que eu perceba o quanto as pessoas também precisam ser pacientes comigo! Que pela sua graça, tudo aquilo que as pessoas me fazem de mal não tenha tanto impacto sobre mim, mas que seja maior o impacto da Sua graça no meu coração me ajudando a compreender mais, aceitar mais, aguentar mais, por amor! Que a pretensão de estar sempre certa não supere o carinho que tenho pelas pessoas; que a mania de controlar tudo nunca supere a ternura nas minhas relações; que a cegueira da irritação momentânea não comprometa o amor que me liga aos que o Senhor colocou no meu caminho… Por Jesus, em Maria, amém!”

Manuela Cabral Eirado, serva do Grupo de Oração São Vicente

Carlo Acutis, o anjo da juventude

outubro 22nd, 2013

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Algumas pessoas saem da vida para entrar na história; outras, para entrar no céu. Em 12 de outubro de 2006, falecia o jovem Carlo Acutis, vítima de uma grave leucemia. No leito de morte, desejou ardentemente que seus sofrimentos fossem oferecidos a Deus pela Santa Igreja e pelo Papa. O testemunho do rapaz, de apenas 15 anos, comoveu toda a Itália, tornando-o modelo de santidade, sobretudo para a juventude. No momento, a Diocese de Milão, à qual Acutis pertencia, trabalha na sua causa de beatificação.

Carlo Acutis nasceu em Londres, na Inglaterra, a 03 de maio de 1991. Os primeiros dias de vida foram também os primeiros de sua jornada para Deus. Com uma fé católica profundamente arraigada, os pais, André e Antônia, não tardaram a lhe providenciar o batismo, preparando para a ocasião um pequeno bolo em formato de cordeiro, como forma de agradecimento ao Senhor pela entrada do filho na comunidade cristã. Um simbolismo profético. A exemplo do Cordeiro de Deus, o pequeno Acutis também se faria tudo para todos, a fim de completar na própria carne – como diz o Apóstolo São Paulo, ao explicar o valor salvífico do dor – o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja.

Crescendo em Milão, o pequeno Carlo demonstrou as virtudes cristãs desde a infância. Era uma criança alegre, de comportamento suave, que cativava a todos – principalmente as babás – com o seu entusiasmo contagiante. E se algum amiguinho aprontava-lhe uma maldade, sabia colocar a caridade acima do instinto: “o Senhor não seria feliz se eu reagisse violentamente”. Aos 12 anos de idade, a Santa Missa já lhe era o bem mais precioso. Comungava diariamente, haurindo da Eucaristia a graça para uma vida santa.

Tamanha espiritualidade chamava a atenção dos mais próximos. Certa vez, preferiu participar de uma peregrinação a Assis, Itália, a visitar outros lugares para diversão. O comportamento do garoto levava os parentes a considerarem-no uma “vítima dos pais”. Mas não era nada disso. Como confidenciaria a seu diretor espiritual, poucos dias antes de sua derradeira páscoa, Assis era o lugar onde mais se sentia feliz. Juntamente com Nossa Senhora de Fátima, São Francisco era-lhe o grande santo de devoção, principalmente por sua pequenez e humildade.

Vibrante, apaixonado pela vida, tinha no apostolado o fim último de toda a sua ação. Entendera cedo o “chamado universal à santidade”. Daí a disponibilidade para com todos, fazendo-se amigo de qualquer um, mesmo dos mais tímidos. “Ele acreditava no diálogo íntimo com o Senhor – conta um dos colegas – e rezava o rosário todos os dias. Após a morte de Carlo voltei para a Igreja e acho que isso pode ser mérito de sua intercessão”.

No Instituto Liceo Classico Leão XIII, onde iniciou o ensino médio, desenvolveu sua paixão por computadores. Carlo criou um site dedicado aos milagres eucarísticos e à vida dos santos.“Decidi ajudá-los – dizia o jovem na página da internet – compartilhando alguns dos meus segredos mais especiais para aqueles que desejam rapidamente alcançar o objetivo da santidade”. Carlo Acutis insistia na Missa diária, na récita do rosário, na lectio divina, na confissão e no apego aos santos. “Peça ao seu Anjo da Guarda para ajudá-lo continuamente, de modo que ele se torne seu melhor amigo”, recomendava.

Em 2006, com apenas 15 anos, Carlo Acutis descobriria uma grave doença: a leucemia. Confundida inicialmente com uma inofensiva “caxumba”, o mal acabou se alastrando rapidamente, mesmo com os vários tratamentos, causando-lhe a morte em apenas um mês. Às 6:45h de 12 de outubro de 2006, o Senhor o levava para a vida eterna. Perto de falecer, confidenciou aos pais: “Ofereço todos os sofrimentos desta minha partida ao Senhor, ao Papa e à Igreja, para não fazer o Purgatório e ir direto para o Paraíso.”

A postuladora para a causa dos Santos da Arquidiocese de Milão, Francesca Consolini, afirma que a fé de Carlo Acutis era “singular”: “levava-o a ser sempre sincero consigo mesmo e com os outros (…) era sensível aos problemas e as situações de seus amigos, os companheiros, as pessoas que viviam perto a ele e quem o encontrava dia a dia”. O testemunho do rapaz pode ser encontrado na sua biografia, “Eucaristia, minha rodovia para o céu”, escrita por Nicola Gori, articulista do L’Osservatore Romano.

O corpo de Carlo Acutis foi sepultado em Assis, cidade de São Francisco, por sua especial devoção ao santo

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Vida em comunidade

setembro 3rd, 2013

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O Catecismo da Igreja Católica em seu parágrafo primeiro afirma que Deus “convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade da sua família que é a Igreja”. A Palavra de Deus no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos 42 e seguintes nos apresenta como era a primeira comunidade dos cristãos:

Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações. De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações. Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação.

Minha experiência pessoal de conversão ao catolicismo passa em primeiro lugar pela experiência que tive de comunidade. Num momento em que minha religiosidade espírita kardecista fazia cada vez menos sentido para mim em minhas análises de sentido da vida, da morte, da existência, minha alma tinha necessidade de outra leitura de mundo, de outra abordagem metafísica (explicação da essência das coisas, conhecimento das causas primárias). Surgiu então a oportunidade de fazer um encontro com o Grupo Jovem Imago Dei. Participando desse momento, recebi o convite para prosseguir caminhando com eles e pensei que poderia ser uma chance oportuna de me tornar uma pessoa melhor, por estar caminhando junto a pessoas de Deus, de Igreja. Qual foi minha surpresa em perceber que aquelas pessoas eram tão cheias de defeitos como eu! Aí está a primeira lição da vida em comunidade: somos apenas pecadores reunidos, em busca de Deus sim, mas em processo de santificação. Não é justo esperar que os irmãos de comunidade sejam perfeitos pois nós mesmos estamos longe de o ser!

Conforme ia caminhando na vida comunitária, fui fazendo amizades que são as amizades mais verdadeiras da minha vida, muitas vezes mais presentes até mesmo que os próprios familiares. São inúmeros testemunhos que poderia dar com relação à amizade verdadeira na comunidade. Nos momentos mais felizes da minha vida, minha comunidade estava presente, a nossa festa de casamento, por exemplo, foram meus irmãos de comunidade junto com minha família que nos deram de presente! Sabíamos que não poderíamos fazer festa e comentamos com alguns irmãos. Minha mãe disse que fazia questão de preparar pelo menos um bolinho no salão da Igreja. Eu achava que seria isso, apenas um bolinho! Mas quando saímos da Igreja e fomos para o Salão (que aliás, conseguiram de graça com a paróquia), lá estava o bolo de casamento mais lindo que já vi, com 3 andares, uma mesa linda, bombons, mesas para os convidados, salgadinhos, ornamentação, champanhe, música, tudo! Recebemos tudo, de graça, de presente dos irmãos do Grupo Jovem Imago Dei e do Grupo de Oração São Vicente, além de outros membros da nossa paróquia em geral e nossas famílias! Foi inesquecível!

Em todos os grandes momentos de minha vida, minha comunidade esteve presente. Temos quatro filhos e para cada um deles ganhamos chás de fraldas, visitas, muitas orações, carinhos e amor. Quando eu perdi meus outros dois bebês, quem me consolou foram mais uma vez meus irmãos de comunidade. Sempre que estive doente, acamada, ou em alguma das cirurgias pelas quais passei, sempre recebi o apoio, a visita, o telefonema deles. Quando fazemos reforma na casa, quando fazemos churrascos, quando algum parente precisa de uma oração, quando fazemos uma fogueira no quintal… sempre a comunidade se faz presente! E quando tive a experiência de ser estrangeira (período em que moramos em Portugal), senti a vida “desertificar” sem minha comunidade, embora estivéssemos em contato constante pela internet (por e-mails e redes sociais). O que me consolava era saber que eu estava unida à eles pela comunhão nas Santas Missas, mesmo além-mar.

E essa é a pedagogia de Deus para nos proporcionar a comunhão que Ele mesmo é na Trindade Santa: primeiro no seio da família que Ele escolheu para nós e depois para além dos laços de sangue, nessa família que nós elegemos na comunidade eclesial! Como canta Celina Borges: “Deus sabe que eu preciso da Igreja, Deus sabe que eu preciso ser família”! Os laços comunitários são consanguíneos também, mas num outro nível, pelo Sangue Eucarístico de Jesus que corre em nossas veias espiritualmente. Percebemos em Atos 2 citado acima: a partilha do Pão Eucarístico, as orações no Templo são o coração pulsante da primeira comunidade, e como consequência disso, brotava a partilha material, os prodígios e sinais, a adesão cada vez maior de novos fiéis por causa desse testemunho de vivência concreta de fé.

Claro que já me decepcionei nessa caminhada, já me irritei, me magoei, já pensei em largar tudo, já vi (e dei!) contra-testemunho, infelizmente… Mas o Espírito Santo colocou dentro de mim uma necessidade tão grande de ser “povo de Deus” e uma consciência tão clara de que ser Igreja é participação na comunidade eclesial, que já não consigo mais viver fora desse contexto, apesar das falhas dos meus irmãos, apesar das minhas próprias fraquezas. Somos membros do Corpo de Cristo e nenhum membro sobrevive desconectado do Corpo (1 Cor 12, 27). Jesus já alertava que o ramo só tem vida enquanto permanece ligado à videira (Jo 15, 4). Participar da comunidade nos dá vida!

Não podemos nos acomodar a uma experiência de Cristo que exclua a participação na comunidade! Recentemente o Papa Francisco afirmou pelo twitter: “Não se pode separar Cristo e a Igreja. A graça do Batismo dá-nos a alegria de seguir Cristo na Igreja e com a Igreja.” Façamos essa experiência de amor e serviço que recebemos e damos em comunidade!

Manuela Cabral Eirado, serva do Grupo de Oração São Vicente

O mistério da iniquidade e a apostasia dos cristãos

agosto 22nd, 2013

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Os afrescos de Lucas Signorelli sobre o fim do mundo, expostos na capela de São Brizio, na Catedral de Orvieto, traduzem um aspecto dramático da história humana: a atuação do Anticristo. Para a Tradição da Igreja, encontrada de maneira explícita no Didaquê – o primeiro catecismo dos cristãos – este ser seria o sedutor do mundo, ou seja, aquele que “aparecerá como o filho de Deus e fará milagres e prodígios; e a terra será abandonada em suas mãos; e realizará iniquidades como nunca houve”.

De uns tempos pra cá, a fé acerca do Juízo Final e da existência do demônio tem se tornado obsoleta. Muitíssimas pregações dão enfoque apenas à afabilidade de Deus e à sua misericórdia. Com efeito, uma vez que se exclui a justiça divina e a sedução diabólica da catequese cristã, abre-se caminho à banalização do mal, pois se o cristianismo já não prega sobre o inferno, mas apenas sobre a ternura de Deus, isso significa que já não é mais necessária uma mudança de vida para se enquadrar nos desígnios de Deus. Afinal de contas, se Deus é amor e tudo perdoa, concluem alguns, qual o sentido de se preocupar com o pecado?

Esse triste relativismo é uma tendência muito em voga nos tempos atuais, sobretudo no que diz respeito aos valores inegociáveis da fé católica e às perseguições que a Igreja sofre. Ao invés de se indispor com o mundo, a pessoa prefere não tomar partido de nenhuma situação, para que possa agradar a todos, mesmo que isso signifique negar a verdade. O Catecismo da Igreja Católica denuncia que essa é uma atitude genuinamente diabólica: “a impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne”, (Cf. CIC 675).

O perfil do Anticristo, segundo o teólogo Cardeal Giacomo Biffi, apresenta “altíssimas demonstrações de moderação, de desinteresse e de ativa beneficência”. Além disso, é um pacificista nato, com grandes preocupações ecológicas e humanitárias. De Cristo, nega peremptoriamente a moral, pois, de acordo com sua concepção, ela seria causa de divisões. Em linhas gerais, ele traz uma promessa de libertação e triunfo político, ou seja, um messianismo secularizado, qual propõe algumas correntes teológicas por aí. Esse falso misticismo foi condenado pelo Magistério da Igreja diversas vezes como, por exemplo, na encíclica Divini Redemptoris do Papa Pio XI sobre o comunismo ateu.

É curioso – e terrível ao mesmo tempo – perceber que numa época em que já não se fala mais de Anticristo, Diabo e Juízo Final, mas simplesmente de “amor” e platitudes, o número de violências, guerras e outros males é absurdamente enorme como nunca antes. C.S. Lewis, autor das Crônicas de Nárnia, escreve no seu livro Cartas de um Diabo ao seu aprendiz que a melhor maneira de o demônio conquistar o mundo é fazendo com que a humanidade não creia nele.Ora, acaso não está cada vez mais comum encontrar cristãos que pregam o amor, mas são incapazes de protestar contra o aborto? Pessoas que fazem campanhas e propõem prisões a agressores de animais, mas sequer se importam com o mendigo na porta da casa? Ou então aqueles católicos que dizem amar Jesus, mas são negligentes com o pecado, sem perceber que com isso eles são também responsáveis pelas chagas de Cristo na cruz? Ora, denunciou o então Cardeal Joseph Ratzinger na Via-Sacra de 2005, “não se pode continuar a banalizar o mal, quando vemos a imagem do Senhor que sofre”. E no entanto, o mal é o que mais se pratica hoje, e por pessoas que se dizem cristãs!

Sim, o Anticristo está solto no mundo e tem feito muitos discípulos. São servos do maligno aqueles que relativizam a verdade e propõem a apostasia como alternativa à perseguição à Igreja. Enquanto os mártires do passado morreram para que a fé católica fosse preservada e professada hoje, muitos seguidores do Anticristo têm servido a cabeça da Igreja numa bandeja para o príncipe deste mundo. Falam de amor, preocupam-se com a natureza e pregam a paz, mas não se incomodam nem um pouco quando a fé em Jesus Cristo é ultrajada pelas hostes infernais. É o “mistério da iniquidade” predito pelo Senhor quando perguntou aos apóstolos: “quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Cf. Lc 18, 8).

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Maria: Virgem e Mãe

agosto 12th, 2013

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Existem vários títulos da Virgem Maria que poderiam ter sido trabalhados nesse texto, mas hoje iremos nos focar em saber que ela é a nossa amorosa Mãe. É importante ressaltar isso, porque por vezes estamos conscientes que de Maria é a criatura perfeita de Deus que intercede por nós, que é a Imaculada Conceição, a medianeira de todas as graças, que é a mãe de Deus. Mas, esquecemos que ela é também a nossa boa Mãe.

É bem verdade que todos esses títulos são verdades de fé inquestionáveis, e que é bom e necessário que creiamos neles, mas Nossa Senhora só é medianeira porque é Mãe de Jesus e nossa Mãe. Só uma mãe é capaz de sentir a dor do filho, de olhar por ele e ir além das aparências. Além do mais, a Virgem Maria não é nossa Mãe porque ela mesma quis assim, mas foi o próprio Jesus quem a entregou a nós no alto da cruz: “Eis aí tua mãe” (Jo 19,27) O Senhor em seu infinito amor sabia que precisávamos ser guiados no caminho da cruz por uma mãe e mestra. A Virgem Santíssima nunca desampara os seus filhos quando estes clamam por ela. Devemos fazer como João fez, e acolhê-la em nossa casa, casa que é o nosso coração.

Jesus, sendo o próprio Deus, quis ter uma presença materna, porque então nós resistimos tanto em precisar dessa boa Mãe? Nós precisamos, a exemplo do Salvador, sermos gerados no ventre da Virgem, fazendo com que toda deformidade do pecado vá sendo apagada para sermos formados e nos assemelhemos cada vez mais a Cristo. Quando nós nos achegamos a ela, ela nos molda ao seu Filho Jesus, e quando nós nos confiamos a ela, ela automaticamente nos confia a Deus, porque ela não retém nada em si mesma, mas tudo entrega a Deus.

Não tenhamos medo de recorrer a Virgem do Silêncio, porque ela nos ama ternamente e tudo o que deseja é nos levar a Deus. São Luís Maria Grignion de Monfort afirma no seu livro do “Tratado da verdadeira devoção a Virgem Maria”: “Ela os ama ternamente, e com mais ternura que todas as mães juntas. Juntai, se puderes, num só coração de mãe e para com um único filho, todo o amor natural que as mães do mundo inteiro têm pelos seus filhos: certamente essa mãe amará muito seu filho. No entanto, verdade é que Maria ama ainda mais ternamente seus filhos do que aquela mãe amaria. Ela não os ama apenas com afeto, mas também com eficácia.” (TVD 202)

O santo coloca muito bem que Maria nos ama com afeto e eficácia, ela não apenas nutre sentimentos por nós, mas se move por amor, e, se nós permitirmos, nos levará por via mais segura para junto de Deus, com o seu auxílio seremos muito mais fiéis a Deus, e ao passarmos pelas tribulações da vida, ela não permitirá que se perca nenhum de seus filhos. A Santíssima Virgem é uma via rumo a Jesus, uma via rápida, segura e eficaz. Irmãos, não tenham medo de dispor desse presente precioso que o próprio Deus nos concedeu.

Tatiane Marques, vocacionada da Comunidade Católica Shalom, também participante da nossa Comunidade São Vicente.

Grupo de Oração São Vicente.

Seja bem vindo ao blog do Grupo de Oração São Vicente. O grupo de oração da Renovação carismática em Brasília DF.